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O fenômeno de 15 versos globais
Da luta contra a ditadura à novela “Mulheres Apaixonadas”, a fantástica história de um poema brasileiro atribuído a Wladimir Maiakovski, García Márquez e Bertolt Brecht – entre outros

Não há quem não conheça os 15 versos mais do que famosos:

“Na primeira noite eles se aproximam
e roubam uma flor
do nosso jardim.
E não dizemos nada.
Na segunda noite, já não se escondem:
pisam as flores,
matam nosso cão,
e não dizemos nada.
Até que um dia,
o mais frágil deles
entra sozinho em nossa casa,
rouba-nos a luz, e,
conhecendo nosso medo,
arranca-nos a voz da garganta.
E já não podemos dizer nada.”

Eles fazem parte, desde 1968, quando foram escritos, de um longo poema do brasileiro Eduardo Alves da Costa, que nasceu em Niterói e vive desde a infância em São Paulo. Por algum motivo, foram logo atribuídos pelo escritor Roberto Freire, na epígrafe de um de seus livros, ao poeta russo Wladimir Maiakovski. O equívoco foi corrigido, mas a falsa autoria pegou: os versos foram transformados em pôster pelos líderes estudantis que combateram a ditadura militar, nos anos 70; transformados em inscrição da camiseta amarela da campanha pelas Diretas Já, nos anos 80: e, traduzidos para vários idiomas, transformados em corrente na Internet, nos anos 90. Aí, o autor já não era nem Eduardo nem Maiakóvski, mas Gabriel García Márquez, Bertolt Brecht, Wilhelm Reich e Leopold Senghor, entre outros.
Eduardo, poeta e artista plástico que já expôs na França na Alemanha, viu o poema impresso – e atribuído a Maiakóvski – na parede de uma galeria de arte em Paris e num café em Praga, na Tchecoslováquia. Recentemente, foi motivo de mais uma polêmica quando o autor de telenovelas Manoel Carlos colocou um de seus personagens declamando os conhecidos versos na novela “Mulheres Apaixonadas”, para 70 milhões de telespectadores. Uma crítica de TV deu nota zero para Manoel Carlos por ter dado a autoria correta: para a distraída jornalista, o autor ainda era... Maiakóvski.
O equívoco realimentou a polêmica: Manoel Carlos criou um diálogo, no capítulo seguinte, esclarecendo o erro – não dele, mas da jornalista – e contando a verdadeira história do poema. Milhares de telespectadores congestionaram os telefones da emissora perguntando onde encontrar o livro que contém o poema. Estava esgotado, mas Eduardo não teve dúvidas: procurou editoras interessadas em relançar sua obra, fora das livrarias há mais de 15 anos, e apenas uma – a Geração Editorial – aceitou o desafio de reeditá-la em duas semanas, a tempo de fazer o lançamento ainda dentro da novela – que terminaria no dia 10 de outubro.
É este livro, “No Caminho com Maiakóvski”, com todos os poemas de Eduardo Alves da Costa – a obra publicada até 1986 e os poemas inéditos – que chega agora às livrarias, com tiragem de 5.000 exemplares (significativa para livros de poesia) e todo o apoio do teledramaturgo Manoel Carlos e parte do elenco da novela, que se dispuseram a homenagear o autor na noite de autógrafos, dia 12 de outubro (um domingo) na Livraria Argumento, no Rio. Uma grande alegria para Eduardo, que, depois de quase 40 anos, vê seu poema mais famoso ser conhecido, de repente, por 70 milhões de pessoas.
A Geração Editorial – uma das editoras mais agressivas do mercado – pretende transformar a obra de Eduardo em um fenômeno de vendas.
– Todo mundo sabe que poesia vende pouco em nosso país – diz o editor Luiz Fernando Emediato, da Geração Editorial. – Isso é muito estranho, pois as editoras recebem livros de poemas todos os dias. Calculo que se todos os homens e mulheres que escrevem poemas em nosso país lessem os livros uns dos outros, só haveria livros de poesia nas listas de bestsellers... Mas o que pretendemos provar é que, quando um veículo de divulgação de massa, como a televisão, no meio de uma novela, divulga um livro, ele pode potencialmente se transformar em bestseller, porque as pessoas são praticamente induzidas a conhecê-lo.
Emediato admira o fato de Manoel Carlos ser um dos raros autores de roteiros para televisão que sempre fala de livros e autores em suas tramas. Os personagens são mostrados lendo e eventualmente discutindo o conteúdo do que lêem. O editor da Geração, quando foi procurado por Eduardo Alves, não teve dúvidas: disse francamente que não ia publicar o livro dele apenas como mais um livro de poesia, mas como “o livro do poeta da novela Mulheres Apaixonadas”. E assim está sendo feito: um pôster-banner reproduzindo o famoso texto do poema atribuído a Maiakóvski estará nas vitrines de todas as boas livrarias. Eduardo Alves da Costa está vibrando com o grande relançamento.
Nada mal para quem já se divertia com a sina de ter escrito um dos poemas mais populares da literatura brasileira e não ser reconhecido plenamente como autor dos famosos versos – ainda que pessoas como Henfil, Mino Carta, José Nêumanne e Manoel Carlos, entre outros, tenham escrito sobre a estranha maldição, que o perseguiu até o momento final, quando a editora encaminhou o original editado para a gráfica.
- É incrível – espanta-se o editor Emediato. – A catalogadora da Câmara Brasileira do Livro, uma bibliotecária, embora tenha recebido solicitação correta, classificou o livro, na ficha catalográfica, que acompanha o livro, como “literatura russa”, uma antologia de poemas de Wladimir Maiakóvski, “organizada” pelo brasileiro Eduardo Alves da Costa. Se o revisor não vê, íamos publicar o livro com este erro! Parece mesmo uma espécie de maldição.
Eduardo Alves da Costa, 67 anos, um homem totalmente discreto, que jamais fez alarde com o equívoco, até mesmo quando assumiu dimensão internacional, nem ao menos é autor de uma obra única: publicou vários livros de poesia e contos e é dono de um fazer poético vigoroso, impactante, de cunho social, que mistura erudição, criatividade no trato da língua e comunicação imediata com o leitor. O drama humano é o que o interessa. Mesmo quando faz poemas autobiográficos, seus versos criticam todo um pensar consolidado/tipificado pela sociedade, que ele ataca com armas diversas, da amargura à revolta, da ironia ao humor.
Para Eduardo, não há concessões: a poesia, além de arma reflexiva, é um território e tanto para a crítica social. Crítica que ele faz de forma às vezes inusitada: seus versos podem criticar até mesmo a ganância dos banqueiros, o que ele fazia, nos anos 60, de forma tão criativa que, 40 anos depois, nem parece datada: as palavras ainda se encaixavam como uma luva na condenação ao sistema financeiro internacional, que sufoca as economias emergentes e impede países potencialmente ricos de crescer.
Quem ninguém busque em Eduardo Alves da Costa, no entanto, um poeta panfletário e pobre, daqueles que rimam ladrão com exploração: como uma espécie de Castro Alves do mundo globalizado, ele não tem vergonha de produzir versos que podem ser declamados – mas eles são modernos tão bem elaborados como os de qualquer bom poeta contemporâneo. A diferença, como já anotaram alguns críticos, é que eles pretender ser, e quase sempre são, quase épicos, na sua imponente entonação.

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